Não que eu esteja de fato descendo a serra, mas de vez em quando bate uma descrença geral e você se pergunta o que fazer. Geralmente isso acontece com inúmeras pessoas, que até onde eu saiba nunca encontraram um antidoto conta esse sentimento ingrato. Talvez nao seja um sentimento de tristeza e estagnação emocional, somente um certo inconformismo com aquilo que temos ao redor.
Acho que todo mundo sempre procura algo de novo, e isso não quer dizer que vamos deixar de ser quem somos. Talvez devessemos ser nós mesmos, mas nunca os mesmos, se é que alguém me entende. Mas em todo lugar que procuramos temos uma facilidade enorme para encontrar as coisas paradas ou pioradas, dá a impressão que nada melhora.
Sempre que alguma coisa desaba, sempre que nossos planos vão para o espaço esse tipo de pensamento tende a aparecer. Mas, não temos a opção de dar um "pause" na vida e colocar tudo no lugar. A vida como todos nós sabemos não permite ensaios. Você aprende errando e até mesmo acertando, até porque em tudo que fazemos podemos ser melhores.
Mas o que fazer quando você dá dois passos pra frente e a tempestade te joga dez metros para traz? Ora, esse não é um blog de auto ajuda, mas pra ser sincero eu tenho a impressão de que a única opção é levantar e seguir caminhando. Se isso vai dar certo eu não sei, porque eu estou apenas no iníco da caminhada, mas se não nos apegarmos aos sentimentos bons não teremos motivos para progredir.
Tem um filósofo famoso que afirmou que felicidade é ter o que fazer, ter a quem amar e ter o que esperar, e eu nunca encontrei uma definição melhor pra tal conceito. Tah difícil as coisas? Sim eu sei que está, mas vejamos a vida como um filme de cinema, daqueles que tem final feliz mesmo. No começo é só alegria, daí depois vem o momento crítico e depois a calmaria que nos leva ao final feliz. Pois é, estariamos nós vivendo o momento crítico? Não sei, mas mesmo que estejamos não podemos esquecer que esse momento, por mais difícil também tem sua beleza e seus prazeres, e é peça fundamental para que tenhamos a sensação de vitória no final.
Então, não adianta amaldiçoar o dia em que nascemos nem ficar lamentando etarnamente tudo que acontece. Vamos tocar o barco e esperar a terra firme aparecer, até porque o balanço do oceano faz coisas que não podemos nem imaginar. O sentimento de não ter pra onde ir mas não querer ficar é perfeitamente normal, e sábio aquele que sabe administrar isso. Eu estou tentando, e você deve estar fazendo o mesmo!
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27 de abril de 2008 às 16:29